Nottingham Guardian - Apple alerta que preços de iPhones podem subir em 2027 devido à crise de chips

Apple alerta que preços de iPhones podem subir em 2027 devido à crise de chips
Apple alerta que preços de iPhones podem subir em 2027 devido à crise de chips

Apple alerta que preços de iPhones podem subir em 2027 devido à crise de chips

A Apple divulgou nesta quarta-feira que a escalada dos preços dos chips de memória continuará pressionando os custos de produção em 2027. O CEO John Ternus classificou o cenário como inédito e alertou que a empresa terá dificuldades para proteger suas margens de lucro nos próximos trimestres, podendo levar a novos aumentos no preço dos iPhones.

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A Apple alertou que o preço dos chips de memória deve continuar subindo em 2027, pressionando os custos de produção de iPhones e iPads. Durante a apresentação dos resultados financeiros, o CEO John Ternus classificou a atual alta como inédita e admitiu que a empresa terá dificuldades para evitar impactos maiores em suas margens de lucro nos próximos trimestres.

A preocupação apareceu na previsão para o trimestre encerrado em dezembro, período que inclui as festas de fim de ano e costuma ser importante para as vendas da companhia. A Apple espera uma margem bruta entre 45% e 46%, abaixo dos 47,9% registrados no trimestre anterior. O resultado também ficou abaixo da expectativa de analistas, que projetavam uma margem de aproximadamente 46,7%. Segundo o diretor financeiro Kevan Parekh, o encarecimento das memórias é o principal responsável pela queda prevista.

Durante a apresentação dos resultados, Ternus explicou que a empresa já sente os efeitos do aumento nos preços dos componentes. Segundo o executivo, os custos de memória cresceram em relação ao trimestre anterior e devem avançar ainda mais até o fim do ano. A companhia conseguiu amenizar parte desse impacto com estoques comprados anteriormente e reduções no preço de outros componentes. Os reajustes de alguns produtos também ajudaram a compensar os gastos maiores.

Recentemente, a Apple aumentou o preço de alguns modelos de iPhone 17 em US$ 100 (cerca de R$ 512). A empresa ainda aumentou seus compromissos de compra com fornecedores em US$ 33 bilhões (aproximadamente R$ 168,96 bilhões) entre junho e setembro para garantir o abastecimento de componentes e reduzir os riscos de falta de memória. Mesmo com seu grande poder de negociação, a fabricante não consegue escapar completamente da inflação dos chips. O benefício de trabalhar com estoques adquiridos por preços menores também deve diminuir ao longo do tempo.

O aumento dos custos não é o único problema para a Apple. O diretor de operações Sabih Khan afirmou que as limitações no fornecimento de memórias devem afetar as entregas de iPads durante o trimestre de dezembro. A pressão acontece em um momento de expansão do catálogo da empresa, que lançou novos computadores e produtos para casa inteligente. A companhia também adotou um calendário diferente para os iPhones, distribuindo os lançamentos ao longo do ano.

No trimestre fiscal encerrado em setembro, a Apple registrou receita de US$ 114,48 bilhões (cerca de R$ 586,14 bilhões), crescimento anual de 11,7%. O lucro por ação chegou a US$ 2,10 (aproximadamente R$ 10,75), acima da previsão de US$ 1,99. As vendas de iPhones somaram US$ 57,58 bilhões (R$ 294,81 bilhões), alta de 17,5% em um ano.

Mesmo com os bons resultados, as ações da companhia chegaram a cair 4% durante a teleconferência de resultados, após a divulgação das previsões de margem. A continuidade da alta das memórias em 2027 pode obrigar a Apple a rever preços e estratégias de produção para proteger sua rentabilidade.

O.Somerville--NG