Nottingham Guardian - Pentágono acusa Alibaba e BYD de ajudar o Exército da China; Pequim protesta

Pentágono acusa Alibaba e BYD de ajudar o Exército da China; Pequim protesta
Pentágono acusa Alibaba e BYD de ajudar o Exército da China; Pequim protesta / foto: Adek Berry - AFP/Arquivos

Pentágono acusa Alibaba e BYD de ajudar o Exército da China; Pequim protesta

Os Estados Unidos publicaram na segunda-feira (8) uma lista atualizada de companhias chinesas que supostamente auxiliam as Forças Armadas daquele país, o que provocou um protesto de Pequim, que pediu a Washington que pare de "reprimir" suas empresas.

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A relação inclui, entre outras, a gigante do comércio eletrônico Alibaba, a provedora de mecanismos de busca Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou as designações poucas semanas após o presidente Donald Trump se reunir com seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, enquanto ambas as partes buscavam manter a estabilidade nas relações bilaterais.

A atualização do Pentágono ocorre meses após a divulgação — e posterior retirada, sem explicações — de uma versão anterior da lista. A nova lista é, em grande parte, semelhante à versão publicada brevemente em fevereiro.

Entre as empresas afetadas também estão alguns dos principais gigantes tecnológicos chineses envolvidos na corrida pela inteligência artificial, como Alibaba, Baidu e Tencent.

Duas fabricantes de chips de memória foram reincorporadas à lista após terem sido removidas naquela ocasião: ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies.

"Esta lista atualizada de empresas militares chinesas é um alerta para as empresas americanas, todos os níveis de governo e o povo americano", afirmou o deputado John Moolenaar, presidente republicano do Comitê Especial da Câmara sobre a China.

Em comunicado, ele instou as empresas americanas a "pararem de fazer negócios com essas ameaças à nossa segurança nacional" ou correrem o risco de "facilitar a ascensão militar da China".

A resposta de Pequim não demorou. "A China se opõe de maneira veemente à generalização, por parte dos Estados Unidos, do conceito de segurança nacional (...) e à sua imprudente repressão das empresas chinesas", disse Lin Jian, porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores.

O porta‑voz exortou Washington a "corrigir suas práticas equivocadas".

A Baidu rejeitou sua inclusão na lista e chamou as acusações de "completamente infundadas".

"A afirmação de que a Baidu é uma empresa militar carece completamente de fundamento. Não hesitaremos em empregar todos os recursos ao nosso alcance para conseguir que a empresa seja retirada da lista", disse um porta‑voz.

A Alibaba chamou sua inclusão na lista de "erro" e ameaçou adotar medidas legais.

"O Alibaba Group não é uma empresa militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão militar‑civil", afirmou a empresa em comunicado.

Trump convidou Xi para uma visita a Washington em setembro. No entanto, a lista poderá aumentar as tensões entre as duas maiores economias do mundo.

Ch.Hutcheson--NG