'Woman Unknown' destaca em Veneza a 'invisibilidade' das mulheres
O drama histórico "Woman Unknown" é um filme "sobre a invisibilidade das mulheres", disse a diretora dinamarquesa May el-Toukhy, uma das duas únicas mulheres nesse cargo em competição no Festival de Cinema de Veneza deste ano.
Dos 21 filmes que disputam o Leão de Ouro, apenas dois foram dirigidos por mulheres: "Woman Unknown" e o documentário "NAZA", codirigido pelo jornalista Yuval Abraham e pela cineasta Rachel Szor.
O filme de May el-Toukhy conta a história de uma empregada doméstica que conseguiu sobreviver à ocupação nazista da Dinamarca durante a Segunda Guerra Mundial. Após a guerra, ela está prestes a se casar com o viúvo para quem trabalha, mas um segredo que guardava ameaça colocar em risco o casamento iminente.
"Meu filme é sobre... a invisibilidade das mulheres. Por um lado, aborda a objetificação e, por outro, a experiência de ser invisível e não ter voz ou poder de decisão", afirmou a diretora em uma coletiva de imprensa no domingo.
Para seu terceiro longa-metragem, ela frequentemente teve que justificar a história que queria contar.
"Quando eu apresentava o filme às pessoas, via o olhar delas se tornar vago [...] Elas pensavam: 'Ah, mais um filme sobre a Segunda Guerra Mundial'", recordou a cineasta dinamarquesa.
"Acho isso injusto, porque já contamos tantas histórias sobre a experiência masculina durante a guerra ou o pós-guerra. No entanto, não exploramos realmente o que significava ser mulher naquela época", acrescentou.
K.Cairstiona--NG